Sintomas
Estes sintomas podem caracterizar o câncer gástrico, mas outras condições ou doenças também podem causar os mesmos sintomas.
- Dor epigástrica. (região central do abdômen – “boca do estômago”)
- Sensação de “estômago cheio” após as refeições e perda do apetite durante as refeições
- Emagrecimento.
- Vômitos.
- Vômitos com sangue.
- Azia intensa
- Diarreia
- Constipação
- Fadiga e Fraqueza
- Fezes com sangue ou muito escurecidas (tipo borra de café)
- Dificuldade para se alimentar.
Deve-se tomar cuidado, pois esses sintomas muitas vezes não são percebidos pelos pacientes e só se tornam evidentes quando o tumor atinge um tamanho suficiente para diminuir o espaço de passagem do alimento.
Existem sintomas comuns em estágios avançados, como o emagrecimento intenso (caquexia) e pele e olhos amarelados pelo acúmulo do material metabólico de bilirrubina (icterícia). O paciente com câncer de estômago em estágios avançados também pode sentir dor quando o estômago é palpado.
Se você notar a persistência de qualquer um dos sintomas acima, é indicado procurar um médico especialista na área gástrica como um gastroenterologista.
Fatores de Risco
Fatores de risco para câncer gástrico incluem o seguinte:
- Infecção do estômago por Helicobacter pylori - Também conhecida como H. Pylori são bactérias que vivem no estômago humano, responsáveis por alguns tipos de gastrite, úlcera e cancros. Seu formato permite atravessar com facilidade a camada de muco protetora do epitélio gástrico.
- Gastrite crônica (inflamação do estômago).
- Realização de cirurgia para úlcera.
- Anemia perniciosa – Distúrbio que pode ocasionar facilitação ou dificuldade de absorção da vitamina B12 pelas células gástricas parietais (responsáveis pela liberação de ácido hidroclorídrico).
- Metaplasia intestinal (uma condição na qual o revestimento normal do estômago passa a ser do tipo de células que revestem o intestino).
- Polipose adenomatosa familiar (PAF) - Condição hereditária que gera inúmeros pólipos no intestino grosso.
- Pólipos gástricos.
- Tabagismo.
- Tabagismo associado ao consumo de álcool.
- Ter uma mãe, pai, irmã ou irmão que teve câncer de estômago.
Prevenção
Por ser um órgão que recebe diretamente os alimentos, a dieta é um fator essencial para a prevenção do câncer de estômago. O consumo excessivo de certo tipo de alimentos, suas conservações e a ausência de alguns deles, podem corroborar a formação de um tumor. Abaixo relacionamos quais são essas condutas alimentares:
- Ingestão excessiva de nitritos e nitratos – Os nitritos e nitratos podem ser encontrados em carnes e peixes em que se utiliza o método secagem para sua preservação – utilizado, por exemplo, em alimentos defumados. O nitrito ao ser recebido no estômago, transforma-se em nitrosaminas, substâncias altamente cancerígenas.
- Evitar o consumo excessivo de alimentos enlatados, defumados, corantes ou alimentos conservado em sal
- Evitar o consumo de alimentos guardados fora da geladeira ou mal conservados
- Evitar o consumo de água com poços com altas concentrações de nitrato
- Evitar ter uma alimentação carente das vitaminas A e C
- Consumo regular de carnes e peixes.
- Consumo de frutas e verduras frescas, contendo ácido ascórbico e beta caroteno. Esses elementos são benéficos por evitar que os nitritos se transformem em nitrosaminas.
Tratamento
Três tipos de tratamento padrão são usados:
Cirurgia
Cirurgia é o tratamento mais comum para todos os estágios do câncer de estômago. Os seguintes tipos de cirurgia podem ser utilizados:
- Gastrectomia subtotal: Remoção de parte do estômago que contém o câncer, linfonodos próximos, tecidos ou órgãos que possam estar acometidos pelo tumor.
- Gastrectomia total: Remoção de todo o estômago, os linfonodos próximos, parte do esôfago, duodeno e outros tecidos próximos ao tumor. O baço pode ser removido. O esôfago é ligado ao intestino delgado para que o paciente possa continuar a comer e engolir.
Se o tumor está obstruindo o estômago, mas o câncer não pode ser completamente removido por cirurgia, pode se realizar a colocação de uma prótese (um tubo fino e expansível), realizado através de endoscopia, a fim de manter uma passagem para o alimento.
Radioterapia
A radioterapia é um tratamento contra o câncer que utiliza tipos de radiação para matar células cancerígenas ou impedi-las de crescer. Existem dois tipos de radioterapia. A terapia de radiação externa, a mais comum, utiliza uma máquina para enviar radiação para o câncer. Na terapia de radiação interna (braquiterapia) a substância radioativa é colocada diretamente em contato com o tecido tumoral.
Quimioterapia
Quimioterapia é um tratamento de câncer que usa medicamentos (remédios) para parar o crescimento das células cancerosas, matá-las ou impedi-las de se dividir. Quando a quimioterapia é tomada via oral ou injetada numa veia ou músculo, os fármacos entram na corrente sanguínea e podem atingir as células cancerosas por todo o corpo (quimioterapia sistêmica).
Quando a quimioterapia é colocada diretamente na coluna vertebral, um órgão ou uma cavidade do corpo, como o abdômen, as drogas afetam principalmente as células do câncer nessas áreas (quimioterapia regional). A forma como a quimioterapia é dada depende do tipo e estágio do câncer a ser tratado.